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The story of stuff – A estória das coisas

Stuff-Story-710283No filme “Náufrago” (The cast away), Chuck Noland, personagem interpretado por Tom Hanks sobrevive à um acidente de avião e acaba passando 4 anos isolado numa ilha deserta na esperança de ser resgatado. Nesse meio tempo, Chuck enfrenta enormes dificuldades para conseguir o básico para sua sobrevivência, como alimentação, abrigo e até arrancar um dente dolorido. Uma das cenas inesquecíveis desse filme é  quando o personagem, já de volta a civilização, admira um acendedor de fogão, provavelmente lembrando do perrengue que passou na ilha para conseguir fazer fogo.

Nós que estamos vivendo em meio a civilização, temos fácil acesso a uma grande diversidade de produtos indispensáveis no nosso dia-a-dia.  Desde uma simples caixa de fósforos – que pouparia muito esforço de Chuck – à esse laptop em que escrevo. São produtos que nem sempre valorizamos, e muitas vezes acabam na lixeira sem serem usados. Aqui no Brasil, por exemplo, somos recordistas em disperdício de comida, jogando no lixo de 30 a 40% de todos os alimentos produzidos no país (fonte: Revista Saúde). Um verdadeiro absurdo se levarmos em conta que mais de 15 milhões de pessoas passam fome no Brasil, segundo o relatório da  FAO* de 2002.

Cada produto que compramos, embarcou numa jornada antes de chegar nas nossas mãos. Muitos passam por vários continentes, durante a produção, até chegar no consumidor.  Esse ciclo de vida dos produtos começa na extração de matérias primas. Geralmente, empresas de países desenvolvidos compram materias primas de países de terceiro mundo, esternalizando os custos dos impactos negativos no meio ambiente para esses países. Na segunda etapa, as empresas procuram países onde a mão de obra é barata para realizar a industrualização, garantindo assim o preço baixo do produto para estimular o mercado. Quando a mercadoria está pronta, ela é vendida nos lugares onde as pessoas têm condições de comprar, ou seja, nos países desenvolvidos.  

Existem várias formas de se produzir bens de consumo. E nós, como consumidores, devemos assumir responsabilidade de nossas escolhas. Valorizar os produtos que temos e refletir sobre o que é realmente necessário nas nossas vidas. Precisamos consumir, é verdade!  Mas não custa nada tentar escolher melhor aonde vamos investir nosso suado dinheirinho. Um bom começo seria preferir produtos locais, alimentos orgânicos e escolher empresas que tenham uma preocupação sócio-ambiental.

Acredito que essa reflexão é extremamente necessária na atual situação de crise que vivemos, e para dar o primeiro passo, indico um documentário super legal chamado “The story of stuff” ou “A história das coisas”. Esse doc, narrado por Annie Leonar, já foi visto por mais de  7 milhões de pessoas. O segredo do sucesso está nos recursos de animação e na maneira simples e divertida que Annie  explica como o processo de produção que utilizamos está destruindo o planeta e acabando com a qualidade de vida das pessoas, especialmente as do terceiro mundo.

*Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação

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